A educação pública de Eunápolis enfrenta um verdadeiro colapso. Comunicados de diversas escolas municipais estão circulando pelos grupos de WhatsApp informando que não haverá aula no dia seguinte ou que os alunos serão liberados mais cedo devido à falta de professores, cuidadores, servidores de secretaria, merendeiras e auxiliares de serviços gerais. Além disso, há relatos preocupantes sobre a escassez de merenda escolar, comprometendo ainda mais o ensino e o bem-estar dos estudantes.
O problema se agrava à medida que nos aproximamos do final de março, praticamente metade do primeiro semestre letivo. Pais e responsáveis vivem um cenário de incerteza, sem informações concretas sobre quando a situação será regularizada. Enquanto isso, os alunos seguem prejudicados diariamente, com um ensino precário e sem qualquer previsão de normalização.
A atual secretária de Educação, Jovita, que por anos esteve à frente da APLB e se destacou na luta pelos direitos dos professores, pais e alunos, agora se vê omissa diante da grave crise que assola as escolas municipais. A falta de uma resposta clara e efetiva da Secretaria de Educação tem gerado indignação entre a comunidade escolar, que esperava uma gestão comprometida e transparente.
Os reflexos desse descaso são alarmantes: crianças sem aulas regulares, professores sobrecarregados e pais preocupados com o futuro educacional de seus filhos. A falta de planejamento e de providências concretas por parte da administração municipal coloca em xeque o direito básico à educação de qualidade.
Diante desse cenário, fica o questionamento: até quando os alunos de Eunápolis pagarão o preço da ineficiência da gestão pública? A comunidade escolar exige respostas e, acima de tudo, soluções urgentes para garantir o pleno funcionamento das escolas e a dignidade dos profissionais da educação.