A próxima Prefeita de Cairu

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O cenário político de Cairu está em ebulição. Enquanto a mulher, conhecida pela simpatia e conexão com o povo, é vista como a principal figura política do município, o “Coronel” mantém o controle da máquina administrativa. A relação entre os dois parece cada vez mais fragilizada, refletindo uma crise que é ao mesmo tempo pessoal e política.

Protagonismo e Ausências

Reconhecida por sua presença marcante e pela capacidade de cativar as pessoas, ela tem deixado de comparecer a eventos importantes do calendário religioso e cultural de Cairu. Sua ausência foi notada no Festival do Morro de São Paulo, no dia de São Benedito na sede do município, na Romaria de São Sebastião em Cova de Onça, e há dúvidas se estará na celebração de São Francisco em Garapuá, marcada para a próxima semana.

Esses eventos são cruciais para a interação com a população e, historicamente, sempre contaram com sua presença. A ausência dela, que é vista como acolhedora e próxima das pessoas, gerou estranheza e levantou especulações sobre um rompimento político iminente.

Fontes apontam que a mulher já não conta com sala ou estrutura de trabalho na prefeitura. Seu “gabinete” agora são as ruas do arquipélago, onde realiza visitas às ilhas, ouve moradores e recolhe demandas em diversas áreas. Enquanto isso, o “Coronel”, cuja fama é de perseguidor, parece mais focado em projetos pessoais, como lançar seu filho a deputado estadual e, futuramente, um sobrinho como candidato a prefeito.

Esse afastamento não é apenas simbólico, mas reflete uma divisão clara dentro do grupo político. A mulher, filiada ao Podemos, partido da base do governador Jerônimo Rodrigues, chegou a disputar a reeleição ao cargo com apoio do deputado Raimundo Costa. Já o “Coronel”, com histórico de promessas não cumpridas, como a aquisição de um aparelho de raio-X para Cairu e anos de inoperância como deputado estadual, tenta recuperar influência em meio à desconfiança da população e dos aliados políticos.

Um Futuro Incerto

Enquanto ela mantém sua postura próxima ao povo, ganhando a simpatia da base, o “Coronel” enfrenta dificuldades em manter apoio político e social. Seu fracasso como deputado, marcado por críticas ao ex-governador Rui Costa e pela falta de resultados concretos, dificulta suas aspirações políticas futuras.

A crise em Cairu parece ser um reflexo de duas lideranças com perfis opostos: de um lado, a mulher que acolhe e conquista; do outro, o homem que centraliza e divide. O afastamento arquitetado pode ser o prenúncio de um rompimento definitivo e de um novo cenário político no município.

O povo de Cairu aguarda com expectativa os próximos capítulos dessa disputa, que pode redefinir o futuro político da região e fortalecer ainda mais a imagem de uma liderança feminina em um ambiente marcado pela tradição e pelo personalismo.

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